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Mostrando postagens de novembro, 2020

A (des)informação no mundo ocidental atual, por Rafael Lopes

                Atualmente, a sociedade é altamente vascularizada pela ciência. Nas escolas, no debate público e em várias outras esferas da vida cotidiana percebe-se isso. A criteriosidade do método científico trouxe frutos muito positivos, principalmente quando somado ao debate e ao questionamento das teorias vigentes. Contudo, nem sempre foi assim. Na idade média, por exemplo, a Igreja detinha o monopólio dos conhecimentos a respeito do mundo, o que justifica a opinião de vários historiadores a respeito do pouco progresso técnico dessa época. Com o tempo e com o enfraquecimento da Igreja, por volta da metade do século 17, René Descartes, pela primeira vez, enxergou a necessidade de um método criterioso que averiguasse a veracidade das informações que circulavam na época. Nesse sentido, criou o método cartesiano, que tornava mais precisa a análise dos postulados até o momento apresentados, provando que muitos del...

O que define um bom líder ? por Jorge Rezende

         Quase tão antigo quanto a sociedade em si, são as figuras de liderança que emergem nela. Desde os teocratas da antiga Suméria até os burocratas confucionistas da Dinastia Song, as lideranças de uma sociedade definem ela. Então, o que define uma boa liderança? Essa é uma pergunta realmente difícil, já que não existe um parâmetro universal. Enquanto líderes com capacidades militares eram essenciais na antiguidade, esse aspecto é menos importante hoje; a última guerra na qual o Brasil se envolveu foi a Segunda Guerra Mundial, e teve um papel limitadíssimo nela, o que garante o papel pouco militarista desse país. Assim, usando o Brasil como parâmetro, definirei aqui, o que, em minha perspectiva, representa uma boa liderança. A principal característica desta, aqui, seria a capacidade de negociar e de resolver conflitos entre os diversos grupos de interesse, porém, sem abandonar seus propósitos iniciais.        ...

Estaria nossa estrutura patrimonialista caminhando para o esgotamento ? por João Pedro Bastos

O ano de 2020 vai chegando ao fim  e, ao que parece, o atual governo encontrou uma fórmula que o confere relativa estabilidade política, após grandes embates institucionais nos últimos meses. Resumidamente, são os velhos e conhecidos métodos do presidencialismo de coalizão, com o intuito de obter o apoio de parlamentares influentes no Congresso. Em troca de apoio ao Presidente, estes recebem do Palácio do Planalto cargos do primeiro e segundo escalão do governo — responsáveis pela administração e direcionamento de quinhões do orçamento, que ajudam na boa relação com o eleitorado. No que tange a parte econômica, mesmo com a aparente trégua entre Paulo Guedes e Rogério Marinho, o presidente ainda enfrenta um dilema caro à sua popularidade: como financiar o Renda Brasil sem furar o teto de gastos? Muito embora a figura do “Posto Ipiranga”* — ainda — mantenha a posição fiscalmente responsável do governo, a ânsia de Bolsonaro por um programa assistencial para chamar de seu parece in...